domingo, 5 de junho de 2011

Pouca Vogal – A menor banda de rock gaúcho!


Circo Voador, dia 03 de junho. Estava eu ansioso pra começar o show do Pouca Vogal. Apesar de já conhecer bem o Humberto (Gessinger, eterno Engenheiro do Hawaii) e saber da capacidade musical deste gaúcho, minha expectativa era conhecer mais o outro gaúcho, o Duca (Leindecker, vocalista da banda Cidadão Quem), parceiro agora no Pouca Vogal. Ao terminar o show, posso utilizar o título de uma das canções executadas na noite para definir aquele momento: foi um “Dia Especial”!

Em 2008, os dois vocalistas deram um tempo com suas respectivas bandas e nascia assim o Pouca Vogal. E em pouco tempo o álbum Pouca Vogal – Gessinger + Leindecker, com oito canções, disponibilizadas no site da banda (www.poucavogal.com.br), das quais destaco “Pra quem gosta de nós”, “O vôo do besouro” e “Na paz e na pressão” (esta última incluída na trilha sonora da minissérie da Rede Globo “Som & Fúria”). Os shows começaram e em 2009, o show se transformou em CD e DVD, Pouca Vogal ao Vivo em Porto Alegre. Já neste álbum, além das músicas do primeiro álbum, foram incluídas faixas das duas bandas, com novos arranjos.
Surpreendente as canções “Dia Especial”, “Música inédita” e “O amanhã colorido”, todas do Cidadão Quem, que é uma banda que merece uma atenção por tais composições. Além disso, outra grata surpresa: Duca é um excelente músico! Os dois funcionam muito bem juntos! É como se eles tivessem tocado a vida inteira na mesma banda!

E por falar em banda, outra coisa muito bacana. No show, o Humberto toca violão, viola caipira, gaita, piano, percussão eletrônica e um midi pedalboard, que é uma espécie de teclado tocado com os pés! Já Duca, toca guitarra, violão, pandeirola e bumbo. Só assistindo pra ver como isso tudo funciona. E como funciona. Uma sonoridade impar.
Dentre as músicas do repertório dos Engenheiros do Hawaii incluídas no show do Pouca vogal estão “Até o fim”, “A Montanha”, “Somos quem podemos ser”, “Refrão de boleros”, e uma versão sensacional de “Toda forma de poder”. Presente no show também, cortesia do Humberto (rs), é uma peculiaridade que sempre houve nos shows dos Engenheiros: você nunca vai assistir ao mesmo show, mesmo que a turnê seja a mesma! Mudam-se os arranjos, o set list, mistura-se uma música na outra!
Então é isso, meus amigos, eu deixei o Circo Voador desesperado pra escrever o que eu tinha presenciado. É sempre bom saber que no Brasil ainda se faz música de qualidade. Abaixo, o vídeo de “O Amanhã Colorido”, que conta com a participação do projeto de jovens músicos clássicos chamado POA POPS. Não deixem de conferir ainda os trabalhos dos dois em suas bandas, os Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Shows no Brasil - Chega de "Pulserinhas"!!

Já estou há algum tempo pra postar alguma coisa, então, finalmente aconteceu o chamado! Estava eu lendo a edição de março/2011 da Revista Rolling Stone (edição 54), quando me deparei com um artigo bem interessante. A coluna Vida Pop, do colunista Miguel Sokol, trazia como título "VIP: Very 'Istupid' People", o qual reproduzirei abaixo, para uma discussão.

"Eu recebi uma denúncia pelo Twitter: os ingressos de camarote para o show da Amy Winehouse no começo do ano, em Florianópolis, prometiam acesso à área da primeira fila, mas na hora H os tais camarotes eram laterais. Logo à frente do palco havia o quê? O quê? O quê? Uma infame área VIP, claro. Este não é o único relato recente da falta de noção VIP. No ano passado, meu informante Bubba foi testemunha ocular da escolta que acompanhou Roberto Justus ao show de Paul McCartney, em São Paulo. Então o Paul que é o Paul sabidamente anda de metrô desacompanhado, mas o Justus precisa de escolta em um show de rock?

Agora que o Brasil tem festivais estabelecidos e recebe inúmeras atrações internacionais, não estaria na hora de acabar com essa palhaçada? Eu não entendo a lógica dessas áreas VIPs. Porque o dissimulado Emílio Rubens trai a inocente Antônia Roberta no horário nobre da televisão os atores que interpretam esses personagens têm o direito de ficar com a cabeçona na nossa frente? Tenha dó! Se a própria fama assusta as celebridades, conheço uma maneira de assistir a um show com segurança e toda sorte de drinques, acepipes e até banheiro privativo: compre um DVD!

Mas isso custa e o VIP brasileiro não gasta um centavo. Ele “descola a pulseirinha na faixa” porque conhece o patrocinador ou o organizador ou o amigo do sobrinho de alguém, mas o músico que vai subir ao palco, a carreira dele, isso o famosão não conhece, não. Se conhecesse, o Brasil venderia pacotes VIPs como os comercializados nos Estados Unidos. Lá, por US$ 800, a Christina Aguilera posa em uma foto com você antes de cantar. Já em um show do Bon Jovi, US$ 1.750 valem uma cadeira quase em cima do palco, com o logotipo da banda estampado em dourado no veludo vermelho do assento, que você leva para casa depois.

Mas aqui no Brasil esses pacotes não existem. Já se perguntou por quê? Eu já. Porque VIP brasileiro não é fã. Aliás, o show nem interessa a ele, é só um intervalinho entre o tapete vermelho da entrada e o da saída. Resumindo: o verdadeiro significado da palavra VIP é Very “Istupid” People. Desde sempre. Em 1963, os Beatles tocaram no Prince of Wales Theatre, em Londres, com a Rainha Mãe e a Princesa Margareth na plateia. A certa altura, John Lennon pediu a participação do público. “As pessoas nas cadeiras mais baratas, batam os palmas”, disse. “O resto apenas balance suas joias”. Se aquele show viajasse no tempo e no espaço para o Brasil em 2011, eu quase consigo ver o John pedindo para as pessoas nos assentos mais baratos baterem palmas, enquanto os outros, bem, esses poderiam balançar seus crachás de funcionários de televisão."

Está aberta a discussão, e dá pra falar bastante. Infelizmente, todos sabemos que isso acontece porque nos shows, espetáculos, bem como quase tudo no Brasil, tem aquela máxima: você tem que conhecer alguém, que conhece alguém, que vai te descolar alguma vantagem. E olha que eu nem entrei ainda na questão dos preços dos ingressos pros shows na Terra brasilis. Mas isso é assunto para outro post.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bat for Lashes


Bat for Lashes é o nome artístico da cantora britânica Natasha Khan. Além de cantar, toca piano, violão, autorharpa, é formada em artes visuais, o que influencia bastante nas suas músicas e no seu visual. É considerada uma "cantora classuda, com cd de clima melancólico, e que possui extravagâncias musicais". Ela é muito compara com Björk, Cat Power, Fiona Apple e outras cantoras que têm melodias marcantes. Já fez turnês com Coldplay, gravou com Beck, tem como fã Thom York - vocalista do Radiohead - além de já ter concorrido à váários prêmios importantes junto com Klaxons, Arctic Monkeys, Amy Winehouse e muitos outros. Vale muito a pena ouvir as músicas dela!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não roube o Blue Label deles!

Sabe aqueles dias em que você não tem nada pra fazer, liga a tv, e nela também não tem nada de bom e fica pulando de canal em canal? Então, lá em 2008 me peguei fazendo isso um dia, e vi o comercial na RedeTv! de um reality show musical, o Gás Sound Guaraná Antarctica, que tinha como prêmio a gravação de um CD pela Deckdisc. Daí já comecei julgando que só ia ter bandas ruins e aquela coisa de sempre, mas decidi assistir. Num é que eu paguei minha língua?! Tinhas bandas bem boas, ruins e outras bem engraçadas, que óbvio que não iam ganhar o prêmio. Foi aí que eu conheci a Vivendo do Ócio. Achei bem legal aqueles meninos da Bahia tocando rock - o que não é muito comum - e comecei a torcer igual uma besta pra que eles ganhassem. Durante o programa eles sempre eram os mais elogiados pelos jurados. E não é que eles conseguiram?!
A banda surgiu em 2006, formada por 4 amigos que passavam as tardes com preguiça e fazem um som descompromissado - daí vem o nome da banda. Eles tem 2 cds: Teorias de Amor Moderno, que foi disponibilizado na web, e Nem sempre tão normal, gravado após o Gás Sound.
Logo em seguida, eles já começaram a ganhar prêmios e participar de festivais, abrindo shows do Nação Zumbi, entre outros. Em 2009, se apresentaram no VMB, que foi sua grande estréia nacional e ainda ganharam o prêmio de Aposta MTV.
Eles são sempre muito comparados com os Strokes, mas dizem que apesar de ser uma grande influência, o som não é parecido. E o que vocês acham?


domingo, 24 de outubro de 2010

Natalie Merchant


Natalie Merchant foi a voz insuperável do 10.000 Maniacs, banda americana formada em 1981. Natalie deixou a banda logo após a gravação do oitavo album, o MTV Unplugged 10.000 Maniacs, de 1993, sendo então substituída por Mary Ramsey, que era sua backing vocal. O album fez sucesso principalmente pela regravação da música "Because the Night", de Patti Smith e Bruce Springsteen.

A partir daí, ela passa a dedicar-se exclusivamente a sua carreira solo, lançando em 1995 seu primeiro álbum Tigerlily, que conta com ótimas canções, como Beloved Wife, Wonder e I may know the world. Esta última quase foi incluída na trilha sonora do filme Filadélfia, com Tom Hanks.


Após Tigerlily, Natalie lançou mais três albuns, Ophelia (1998, nome tirado da personagem de Hamlet, de Shakespeare), Motherland (2001) e The House Carpenter's daughter (2003).

Além dos álbuns solos, Natalie gravou com grandes nomes da música, como Michael Stipe (vocalista do R.E.M., com quem gravou uma versão de To sir with love, a popular "Ao Mestre com carinho" brasileira), Peter Gabriel e Tracy Chapman. Com esta última, ela gravou uma sensacional versão de In the Ghetto, música gravada originalmente por Elvis Presley em 1969.


Após um hiato de 7 anos, Natalie Merchant lançou em abril deste ano seu quinto álbum (contistuído de dois cds), Leave your Sleep. Segundo ela, as letras foram adaptadas de rimas anônimas e canções de ninar a poemas de escritores consagrados. Um dado interessante é que ela cita em uma entrevista que o co-produtor deste trabalho foi Andres Levin, que já trabalhou com Marisa Monte, David Byrne, Carlinhos Brown e Orishas.

Enfim, vale a pena conhecer um pouco mais o trabalho desta talentosa cantora e ouvir seu novo álbum. Vale a pena também conferir o video de Because the Night, de sua época de 10.000 Maniacs e logo em seguida, o video do Wonder, de seu primeiro trabalho solo.






sábado, 16 de outubro de 2010

Garbage


O Garbage, junto com No Doubt, Nirvana, Smashing Pumpkins entre outros, foi um dos responsáveis pelos maiores hits da década de 90. A banda mistura rock com equipamentos de música eletrônica; Shirley Manson: uma vocalista sensual e rebelde, e produtores com vasta experiência no ramo da música. Seu álbum de estréia, 'Garbage', lançado em 1995 foi aclamado pela crítica e os singles foram pouco a pouco conquistando o público. Depois de uma turnê de 2 anos, o grupo deu uma parada e só em 1998 lançou 'Version 2.0', e trouxe sucessos como "Push It" e "I Think I'm Paranoid", estabelecendo a banda no cenário mundial. Em 2001 lançaram o 3º álbum, 'beautifulgarbage', em que quase todas as letras falam sobre Shirley, como o primeiro single 'Androgyny', que o baterista cita que é a descrição perfeita de Shirley. A banda quase se separou em 2003, mas persistiu e em 2005 lançou 'Bleed like me'. Após a turnê do último álbum o Garbage entrou em um hiato.Em 2007, eles lançaram uma coletânea de hits intitulada de 'Absolute Garbage' tendo quase todos os hits da banda.Atualmente Shirley Manson está encenando como atriz e vilã da série The Terminator: The Sarah Connor Chronicles e não foi confirmado mas a banda estaria gravando um novo material este ano.

http://www.youtube.com/watch?v=WfSKoocUfqw

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Stereophonics

Essa banda é pra você que se amarra em um Snow Patrol e Oasis mas ja ta meio cansado de escutar aquelas suas mesmas musicas favoritas. Como as bandas já citadas o Stereophonics faz parte da cena britpop e vem direto do país de Gales para enriquecer a musica atual.
A banda começou fazendo covers e se apresentando em clubes em 1992, quando ainda era conhecida como " Tragic Love Company ", até que finalmente em 1996 assinou um contrato com a recém formada V2 onde passou a usar o nome Sterophonics. E de lá pra cá foram mais de 4 albuns com relativo sussesso, e prêmios como o BRIT
Mas nenhum single do Stereophonics foi mais bem aceito que "Dakota" que vocês irão conferir e comentar NOW
;)